Sei apreciar um talento sem me prender à credo, posição partidária, etnia, cultura e condição social do artista. A arte é livre para se expressar, e essa é a sua maior beleza e benefício. Todos os talentos são divinos, porque tudo foi criado por Deus. A diferença está em quem reconhece isso e quem não reconhece.
A produção do Musical 'Pro Dia Nascer Feliz' em homenagem ao Cazuza foi muito bem realizada e emocionante assistir no palco em algumas horas a biografia de um artista da minha geração ( quando Cazuza morreu aos 33 anos eu tinha, 22); um rapaz inteligente, criativo, cheio de vida, buscou e se deixou levar por uma vida sem freios, sem limites. Há quem diga que ele viveu intensamente - quem sou eu para julgar, cabe a cada um de nós apreciar e curtir sua poesia em forma de música, e perceber nessa irreverência um protesto, uma inquietação própria da juventude e de quem questiona o tempo todo. Assisti ao espetáculo, refletindo, interagindo com as músicas, me envolvendo na história - que eu já conheço bem - me emocionando. Me deparo pensando em algo que sempre me inquieta: controlar nossas emoções, desejos ou dar vazão? Haveria um "meio termo" pra isso? Viver intensamente sua autenticidade ou aprender a dosar a intensidade, tirar o pé de vez em quando sem nos frustramos ou boicotarmos?
Um poeta urbano que deixou questionamentos importantes, sua irreverência provocante nos convida à reflexão social, uma musicalidade sensual, forte e marcante, um rapaz irritantemente encantador, alguém perdido tentando se conhecer e se achar lembra cada um de nós. Mas, ainda assim, com essa história triste da ressaca da alma, estranhamente, ele passa uma mensagem de alegria e jovialidade.
A produção do Musical 'Pro Dia Nascer Feliz' em homenagem ao Cazuza foi muito bem realizada e emocionante assistir no palco em algumas horas a biografia de um artista da minha geração ( quando Cazuza morreu aos 33 anos eu tinha, 22); um rapaz inteligente, criativo, cheio de vida, buscou e se deixou levar por uma vida sem freios, sem limites. Há quem diga que ele viveu intensamente - quem sou eu para julgar, cabe a cada um de nós apreciar e curtir sua poesia em forma de música, e perceber nessa irreverência um protesto, uma inquietação própria da juventude e de quem questiona o tempo todo. Assisti ao espetáculo, refletindo, interagindo com as músicas, me envolvendo na história - que eu já conheço bem - me emocionando. Me deparo pensando em algo que sempre me inquieta: controlar nossas emoções, desejos ou dar vazão? Haveria um "meio termo" pra isso? Viver intensamente sua autenticidade ou aprender a dosar a intensidade, tirar o pé de vez em quando sem nos frustramos ou boicotarmos?
Um poeta urbano que deixou questionamentos importantes, sua irreverência provocante nos convida à reflexão social, uma musicalidade sensual, forte e marcante, um rapaz irritantemente encantador, alguém perdido tentando se conhecer e se achar lembra cada um de nós. Mas, ainda assim, com essa história triste da ressaca da alma, estranhamente, ele passa uma mensagem de alegria e jovialidade.
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