Leandro Frederico Marques
Nos dias de Jesus a sociedade era patriarcal. Cabia ao irmão mais velho ocupar o lugar do pai. Havia uma característica insubstituível que o filho mais velho ideal deveria ter: um coração alinhado com o coração do pai.
Havia um filho que era o filho por excelência, que tinha o coração alinhado com o pai: "Quem vê a mim, vê ao Pai que me enviou." "Minha comida é fazer a vontade do Pai." "Eu e o Pai somos um."
Caim não era esse filho. O filho mais velho desta parábola também não era esse filho.
Jesus de Nazaré é esse filho mais velho! Ele veio para cuidar dos seus irmãos mais novos.
O filho mais velho não aguenta ver o sofrimento do pai pela ausência do filho perdido.
Temos a ilusão de sermos 'irmãos mais velhos', porém somos todos irmãos mais novos. O único que é irmão mais velho é Jesus.
No momento que nos percebemos irmãos mais novos e, finalmente, a gente se vê, se enxerga, a gente larga as pedras e admite que só ele é irmão mais velho. A gente se aceita, se perdoa e aprende a se amar.
É preciso um verdadeiro irmão mais velho para recuperar e nos resgatar dessa farsa de nos acharmos 'irmãos mais velhos'. Glória a Deus pelo único irmão mais velho que veio resgatar os perdidos, os iludidos.
Ele tem o coração do pai, ele não exclui ninguém, vai atrás de Madalena e também de José de Arimateia. Seu coração é do tamanho do coração do pai. Ele ama a todos. Porque sendo o verdadeiro filho mais velho, ele assume o lugar do filho mais novo. Para nós, resta celebrar e viver eternamente agradecidos.

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